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Posted on | January 27, 2012 | No Comments

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Nova Lei de Estágio

Posted on | January 23, 2012 | No Comments

O MTE- Ministério do Trabalho e Emprego elaborou uma cartilha esclarecedora sobre a nova lei de estágio.

Acesse a no link:    Plena Personnalité

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A Influência Dos Valores Morais No Clima Organizacional

Posted on | January 8, 2012 | No Comments

Por: Zilda de Souza Gaspar

Por vezes muitas empresas enfrentam alto nível de insatisfação, mesmo pagando ótimos salários, fornecendo vários benefícios, promovendo eventos… os colaboradores continuam insatisfeitos.

A realidade é que quando lidamos com pessoas, as coisas não são tão simples quanto parecem.

Ao nascer além da hereditariedade e tendências que trazemos conosco, nos são passados vários valores que com o tempo incorporamos como verdades absolutas. Esses valores permanecem impregnados em nós como sendo um referencial do que é certo, errado, bom, mal, porém muitos desses valores são mitos, crenças que absorvemos como nossos, mas na realidade são dos outros (pais, professores, amigos, tios entre outros). No percurso da fase adulta nos defrontamos com situações diversas as quais poderão nos fazer olhar um pouco melhor para esses “valores” e só então nos damos conta que pera aí isso não é bem assim então help terapia. Vamos separar o joio do trigo, o que é meu e o que são dos outros para prosseguir a caminhada saudavelmente ou simplesmente continuar aceitando-os como valores que nos fazem bem (às vezes até fazem).

Mas ainda que nossos padrões de comportamento estejam baseados nesses valores sejam eles certos ou não, temos que nos relacionar com o outro, com a empresa em que trabalhamos então a estória só começa.

Nos relacionamentos entre amigos, parentes, escola talvez não seja gritante, pois geralmente as pessoas se interagem por valores comuns, por afinidades, porém, ao chegar à empresa e defrontar com novos valores, princípios, filosofia da empresa os quais por vezes não condizem com os adquiridos durante toda vida, pode gerar um conflito, ou seja, ocorre um choque de valores entre colaborador e empresa.

Aos olhos dos colaboradores, as atitudes da empresa irão determinar se os valores desta são aceitáveis ou não, condizem ou não com os seus. Por exemplo, um colaborador que valoriza muito o respeito ao próximo e sua empresa é permissiva, conivente com a pratica do assédio moral por líderes, gestores e/ou até mesmo a alta administração possivelmente este colaborador já estará com um pé fora da empresa. Muitos até vão embora, mas alguns por vários outros motivos permanecem, mas como? Até quando? A que preço para a empresa e para ele próprio?

Vale lembrar que este mesmo colaborador possui um círculo de amizades dentro da empresa e como disse as pessoas geralmente se relacionam por afinidades, portanto haverá outros com os mesmos valores que ele. Ora se você não aceita que alguém roube, muito provavelmente não terá como amigo um bandido.

Há pessoas em que a palavra vale muito mais que papéis assinados e caso a empresa promete algo e não cumpre, fatalmente irá “manchar sua imagem” frente a seus colaboradores e um descontentamento aqui outro ali , gerando um clima extremamente ruim.

Algumas empresas vivem uma realidade bastante difícil, com o clima organizacional bastante afetado por fofocas, baixa produtividade, atrasos, alta taxa de tunnover, acidentes de trabalho e muitas vezes não percebem que são suas atitudes que geram certo “desconforto” em seus colaboradores, atitudes essas que implicam na maioria das vezes em valores, ética, respeito.

Por vezes não se dá conta que o clima da empresa é percebido inclusive pelos próprios clientes logo na entrada da empresa, um mau atendimento, ou mesmo por telefone. Quantas vezes você já entrou em um local e foi mal atendido, quer seja em uma loja, mercado, restaurante, recepção de uma empresa qualquer e a impressão que teve foi de que a pessoa que o atendeu parecia estar de mal com a vida e que estava ali contra sua vontade.

A empresa por sua vez deve sempre demonstrar transparência a seus colaboradores, sabemos que agradar a todos é difícil, mas deve sempre cumprir com o que se propõe seu discurso deve estar alinhado com suas ações sem deixar gaps, banir a prática do assédio moral e punir os que praticam rever seus valores, demonstrar respeito aos seres humanos, aos clientes, fornecedores, colaboradores. Afinal a empresa é formada por esses grupos, e não funcionaria se um deixasse de existir. Portanto deve valorizá-los e a primeira maneira de fazer isso é manter sempre uma conduta ética, pois se praticá-la em seu dia-a-dia, dificilmente irá ferir os valores morais dos outros, pois, fará o que for melhor para todos, o que for justo e o que for correto.

Um clima saudável traduz maior produtividade, motivação, respeito entre todos, prazer em estar ali, em compartilhar, em realizar as tarefas com alegria e alegria é um ingrediente essencial para o bem estar de todos na empresa.

 

Publicado em 08/01/2012

Segurança do Trabalho x Resistências

Posted on | January 5, 2012 | No Comments

por: Zilda de Souza Gaspar 

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas empresas refere-se a segurança do trabalho, principalmente no tocante ao uso dos EPI’s.

Muitas empresas ministram palestras, apresentam peças teatrais, aplicam advertências e ainda assim muitos se recusam a fazer uso do EPI.

Absurdamente alguns chegam ao cúmulo de cortar o protetor auricular e colocam fones de ouvido para ouvirem música enquanto trabalham na fábrica, por exemplo, outros rasgam o uniforme para pegar um novo, outros insistem em deixar os óculos sobre a cabeça ao invés dos olhos, outros ainda resistem em colocar o cinto de segurança, pois acreditam que irão realizar a tarefa rapidinha e que acidentes só acontecem com os outros porém, a realidade se mostra  bem diferente! 

Há colaboradores que vão três, quatro vezes na enfermaria por dia, com dores de cabeça, machucado no dedo, corpo estranho nos olhos. Mas por quê? O que será que leva um colaborador a burlar as normas da empresa recusando-se a cuidar da própria segurança? O que gera isso?

Podemos levantar várias hipóteses para essas resistências vejamos algumas:

  •  Depressão – um profissional em depressão, poderá não ter ânimo para cuidar de sua aparência física muito menos zelar por sua integridade física uma vez que pode já não ver mais sentido em sua vida;
  •  Boicotes Inconsciente – insatisfeito com a empresa o colaborador poderá iniciar um “boicote” (muitas vezes inconsciente). Sente tanta raiva da empresa, é tão inconformado com as normas, regras, decisões que somatiza várias doenças como: hipertensão, problemas cardíacos, alergias, acidente de trabalho… como forma de punir a empresa, ou seja, inconscientemente ocorre tal pensamento: Sinto-me desrespeitado, não valorizado, não reconhecido, a empresa não se importa com a gente, preciso revidar isso, preciso fazer alguma coisa!  E assim, esses pensamentos e sentimentos, tomam tal proporção que inconscientemente instala-se o boicote para “prejudicar a empresa”. Inconscientemente acredita que a empresa deve “pagar”, precisa ter prejuízo de alguma forma mesmo que para isso ele próprio sofra algumas consequências e aí o boicote está instalado;
  •  Insatisfação Salarial – insatisfação salarial pode fazer com que o colaborador parte para outro lado o querer desafiar a empresa (principalmente quando percebe que é realmente bom no que faz), mas caso a promoção esperada não chegue, o aumento prometido não ocorra, pode fazer com que se torne o pivô de greves, grupinhos, influenciando de forma negativa os demais colegas de trabalho e resistir ao que a empresa determina passa a ser seu propósito e o não uso do EPI pode ser um deles;
  • Excesso de Confiança - há também aqueles que realmente acreditam que o pior só acontece com os outros, que devido a sua experiência e habilidade, estão imunes as tragédias e acidentes dentro da empresa. 
O trabalho para mudar esses comportamentos é árduo, mas não impossível. O gestor de pessoas poderá traçar estratégias que poderão minimizar ou até mesmo eliminar as causas, poderá efetuar um levantamento de indicadores sociais internos (contando inclusive com o auxílio do SESMET) para conhecer melhor a realidade em que seus colaboradores vivem (do outro lado do portão), pois em muitos casos o problema pode estar sendo transportado de fora para dentro da empresa simplesmente pelo fato do colaborador não saber como lidar com suas dificuldades pessoais como, por exemplo, administrar seu dinheiro, uma crise conjugal, alguma situação delicada que esteja vivenciando com um filho, algum ente querido enfermo… Mas o inverso  desta também pode ser verdadeiro, a empresa pode estar realmente deixando a desejar em algumas coisas e aí é preciso levá-la a repensar quanto as suas atitudes e decisões, pois todos precisam se sentir valorizados enquanto pessoas e profissionais, ver que a empresa oferece oportunidades para todos e que, portanto seu crescimento depende muito mais de si próprio do que da empresa.  O fato de terem um objetivo, uma meta, um caminho a mais a trilhar (o que para muitos já traduz um sentimento de valorização) é um grande motivador, mas este sozinho pode não ser suficiente, ou seja, se ficar só nas promessas e discurso, as consequências podem ser desastrosas, portanto é importante a empresa cumprir com o que se propõe.
Importante lembrar que as pessoas são diferentes entre sí, recebem, sentem e muitas vezes até compreendem as situações de formas diversas conseguir perceber e lidar com essas situações e diversidades com habilidade é um desafio para a empresa.

Por vezes os colaboradores não se dão conta do que estão fazendo consigo é preciso que alguém mostre e aí entra um processo de re-sensibilização.

A empresa nesses casos poderá desenvolver um trabalho intensivo contando com a colaboração de todos os gestores inclusive de pessoas, líderes, e técnico de segurança do trabalho.

Os motivos citados não são os únicos, não podemos nos esquecer de que muitos casos retratam a necessidade de treinamento, como por exemplo, usar adequadamente os EPI’s, para não sentirem-se desconfortáveis com os mesmos. Um trabalho de conscientização que os façam perceber que a necessidade é real e que seguir as devidas orientações da empresa quanto à segurança é importante para preservação de sua própria vida e não um capricho da empresa.

Contudo, o ouvir e desfrutar de empatia são passos sempre muito bem vindos para uma resolução de problema.

 

Publicado em: 05/01/2011

A Realidade dos Gestores de Pessoas

Posted on | January 5, 2012 | No Comments

por:  Zilda de Souza Gaspar 

Há muitos profissionais altamente competentes que passam o dia apagando incêndio e/ou executando trabalho burocrático muitos desses profissionais são os gestores de pessoas.

Infelizmente muitas empresas ainda permanecem míopes frente às reais necessidades das pessoas e ainda não perceberam que o gestor de pessoas pode ser um profissional melhor aproveitado dentro da empresa e um forte aliado no sentido de buscar um equilíbrio do que é melhor para os dois lados (empresa x colaborador).

A alta administração por vezes, isola a área de gestão de pessoas fazendo com que esta entre em cena somente para apagar o incêndio, e sem perceber, o impede de participar das reuniões as quais por vezes refere-se a decisões importantes que irão impactar nas pessoas.

O gestor de pessoas deve sair detrás da mesa e buscar algo muito maior, ter atitude, se fazer presente, buscar conhecer melhor as pessoas, interagir com todos os setores no dia-a-dia, ouvir, observar, verificar, perceber, trocar ideias, percorrer toda a empresa, caso não seja convocado para uma reunião importante se convidar para participar, pois só assim irá se inteirar dos processos, dos problemas obtendo maior embasamento possibilitando desta forma realizar um trabalho melhor e ter maiores condições de se impor e ser ouvido.

Por conhecer todos na empresa, terá uma visão macro das dificuldades e oportunidades que muitas vezes os demais gestores não possuem.  Poderá visualizar as consequências que uma tomada de decisão desalinhada com a realidade vivenciada pelos colaboradores pode ocasionar.

Muitos colaboradores desenvolvem doenças tais como: depressão, stress, fobias entre outras inclusive por não terem tido “ajuda”, ou melhor, dizendo uma orientação, alguém com que pudesse compartilhar e por vezes a pressão que estão sofrendo no próprio trabalho quer seja por prazo, resultados, qualidade… faz com que se sintam sem saída. Neste caso, por exemplo, se o gestor estiver atento, poderá contribuir e muito e se tomar as medidas certas logo no início conseguirá evitar maiores problemas ao colaborador e menos desgaste para empresa.

Portanto, quando o gestor de pessoas se posiciona de forma mais atuante, estando com seus olhos e ouvidos aguçados, se permitindo uma maior proximidade, com certeza poderá detectar o foco dos problemas e evitá-los, pois com sua habilidade poderá auxiliar de forma mais eficaz e eficiente às pessoas e desta forma a empresa, pois o bem estar de um reflete no outro.

É essencial o envolvimento do gestor de pessoas no todo, pois tudo na empresa refere-se às pessoas, não adianta se esconder atrás de uma mesa e fingir que a realidade lá dentro da fábrica, por exemplo, não tem nada a ver você, que a falta de recursos materiais, financeiros, segurança entre outros, não é problema seu.

Assim sendo gestores de pessoas estejam atentos, tenham atitude se façam presente, busque ouvir mais os colaboradores de sua empresa com certeza eles terão muito que compartilhar com você e você por sua vez poderá ser muito útil não só a eles, mas principalmente a empresa e caso sua chefia ainda não tenha percebido a importância que seu cargo requer dentro da empresa, mostre a ele, apresente ideias, soluções, mesmo que essas ainda não se refiram a sua área. Você é uma peça fundamental, uma ponte entre os colaboradores e a empresa, você detém maior consciência e assim sendo maiores condições de ajudar a manter seus colaboradores satisfeitos e a empresa bem.

Nunca se esquecendo de paralelamente a este comportamento mais arrojado, buscar novos conhecimentos, sair de sua zona de conforto, pois assim seu leque de conhecimentos se abrirá e possibilitará que visualize e perceba não somente uma pequena molécula dos problemas e dificuldades que a empresa enfrenta, mas poderá inclusive perceber a realidade como um todo se estiver mais bem preparado. Lembre-se que as estratégias hoje estão voltadas para o comprometimento e você mais do que todos deve estar comprometido com a empresa, com os processos, com as pessoas.

Ao conseguir alinhar o conhecimento + a disponibilidade interna em colaborar, em agregar, em comprometer-se com certeza trará bons frutos para todos.

 

Boa sorte

Publicado em: 05/01/2011